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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Protesto na USP: Raízes históricas, fatos, e consequências

As décadas de 60 e 70 no Brasil foram bastante conturbadas quando se fala em liberdade de expressão. O espírito jovem e revolucionário presente nas universidades definiu-as como redutos de resistência ao governo ditatorial. Aquele contexto justificava o repúdio a presença da Polícia Militar - aparelho estatal autoritário - nas universidades. Comtemporaneamente, essa luta já não faz mais sentido, já que a liberdade de expressão é garantida pelo Estado e acaba servindo como pano de fundo para outras idéias, sendo elas sensatas ou não.
Alguns alunos da USP querem o fim do convênio entre a mesma e a PM, fato que teve seu estopim com a prisão de três estudantes que usavam drogas ilícitas no campus. Os estudantes ocuparam a reitoria porque receavam medidas que colocassem em risco a liberdade comportamental característica das universidades, e consequentemente, seu universo utópico. A reinvindicação não é legal porque as universidades pertencem ao Estado, que proíbe as drogas em questão, então a autonomia da instituição não pode ultrapassar a lei federal, além de que, esse desejo de colocar em risco a segurança no campus para ter liberdade de expressão não é uma unanimidade entre os universitários, aliás, é um desejo de uma minoria, para ser exato, 0,06% dos alunos.


O direito reinvindicado pelos estudantes não trará benefício algum para a maioria esmagadora dos graduandos ou pós-graduandos e pode acarretar em um aumento da criminalidade causada pela ausÊncia da autoridade policial, logo não é um protesto justo e legítimo.

Henrique Martins Fonseca

2 comentários:

  1. ótimo texto! ficou melhor ainda com as informações exatass! parabéns! Carolina

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